Reforma Tributária: um risco para uns, uma oportunidade para outros.

Transparência e organização financeira não são apenas recomendação, são requisitos estratégicos para sobreviver e crescer no novo modelo tributário. Empresas que se anteciparem, estruturarem suas finanças e adotarem boas práticas de gestão estarão mais preparadas para a transição e para aproveitar oportunidades no novo cenário.

GESTÃO FINANCEIRAGESTÃO DE PROCESSOS

Juliana Pontes

10/6/2025

A Reforma Tributária traz mudanças significativas para a arrecadação de estados e municípios. Um dos pontos centrais é o IBS — Imposto sobre Bens e Serviços, que substituirá ICMS e ISS. Diferente do modelo atual, a arrecadação será centralizada pela União e distribuída posteriormente aos estados e municípios, de forma proporcional ao consumo registrado em cada região.

Durante o período de transição, a alíquota do IBS será gradual, e na ultima semana o Senado aprovou a segunda parte da regulamentação que impõe que o calculo para o repasse durante o período de transição, seja com base na arrecadação de ICMS e ISS entre 2024 e 2026. Essa medida garante que estados e municípios possam se adaptar com segurança e que o repasse seja proporcional à atividade econômica real de cada local.

No entanto, existe um ponto de atenção crítico para as empresas: o risco de fiscalização será maior. Estados tendem a intensificar o controle sobre empresas desorganizadas, que não conseguem comprovar corretamente suas receitas e despesas. Isso significa que empresas sem processos financeiros estruturados podem enfrentar multas, bloqueios e problemas de caixa.

A lição é clara: transparência e organização financeira não são apenas recomendação — são requisitos estratégicos para sobreviver e crescer no novo modelo tributário. Empresas que se anteciparem, estruturarem suas finanças e adotarem boas práticas de gestão estarão mais preparadas para a transição e para aproveitar oportunidades no novo cenário.

Dica prática: invista em processos de controle financeiro, conciliação bancária e registros completos de todas as operações. A organização agora é sinônimo de proteção e competitividade.

Juliana Pontes

Especialista em Gestão Empresarial