Preço não é chute: como definir valores com base no seu financeiro!

Quando falamos sobre precificação, ainda é comum ver empreendedores que definem seus preços com base no que o concorrente cobra — ou no quanto acreditam que o cliente está disposto a pagar.

GESTÃO FINANCEIRA

Juliana Pontes

8/1/2025

Quando falamos sobre precificação, ainda é comum ver empreendedores que definem seus preços com base no que o concorrente cobra — ou no quanto acreditam que o cliente está disposto a pagar.

Mas esse é um caminho perigoso, sem uma estrutura financeira organizada, você pode estar vendendo muito e lucrando pouco — ou até operando no prejuízo sem perceber.

O que realmente precisa entrar na formação de preço?

Para formar um preço sustentável, é essencial considerar:

  • Custos variáveis – tudo que você gasta para entregar o produto ou serviço (insumos, matéria-prima, comissões, frete, etc.)

  • Despesas fixas – despesas que você tem todo mês, mesmo sem vender (aluguel, salário, energia, ferramentas)

  • Tributos – impostos como ISS, ICMS, Simples Nacional ou outros específicos da sua atividade

  • Margem de lucro – quanto você precisa ganhar para o negócio se manter saudável e crescer

  • Valor percebido – como o mercado enxerga o que você entrega (qualidade, posicionamento, diferenciais)

Por que olhar apenas para o concorrente não funciona?

Porque cada empresa tem uma estrutura diferente. Mesmo dois negócios do mesmo segmento podem ter despesas fixas e variáveis muito distintas.

Uma gestão financeira estruturada, com fluxo de caixa controlado, categorias bem definidas e análise de resultados, permite:

  • Entender seu ponto de equilíbrio

  • Calcular o preço mínimo necessário

  • Ajustar a margem sem comprometer a saúde do negócio

  • Planejar reajustes de forma estratégica

Sem esses dados, a precificação vira uma aposta — e isso é arriscado demais para quem empreende.

Antes de revisar sua tabela ou lançar uma nova campanha de vendas, organize sua base de custos, despesas e fluxo de caixa.

O preço certo não nasce do mercado — nasce da sua estrutura.

Juliana Pontes

Especialista em Gestão Empresarial