Atenção, tem mais um prazo chegando: A partir de 01 de agosto o preenchimento das informações de IBS e CBS nos documentos fiscais é obrigatório.
Até julho de 2026, o preenchimento das informações de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos está acontecendo em caráter informativo. Ou seja: erros, ausências de dados e inconsistências ainda não geravam grandes consequências operacionais imediatas. Mas isso acaba em 01/08/2026.
GESTÃO FINANCEIRAGESTÃO DE PROCESSOSREFORMA TRIBUTÁRIA
Juliana Pontes
5/20/20262 min read


Até julho de 2026, o preenchimento das informações de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos está acontecendo em caráter informativo. Ou seja: erros, ausências de dados e inconsistências ainda não geravam grandes consequências operacionais imediatas. Mas isso acaba em 01/08/2026.
A partir daí, o preenchimento correto passa a ser obrigatório, e notas fiscais emitidas com informações incorretas poderão sofrer rejeições, inconsistências fiscais e até penalidades.
A adequação ao IBS e CBS não depende apenas da contabilidade. Ela exige revisão operacional completa.
Na prática, precisarão revisar:
parametrizações do ERP;
regras tributárias;
cadastros de produtos e serviços;
classificação fiscal;
integrações entre financeiro, faturamento e fiscal;
composição de preços;
contratos;
fluxo operacional.
Quem ainda opera com processos frágeis: cadastros incompletos, lançamentos manuais, controles paralelos em planilhas, regras tributárias antigas no sistema e baixa integração entre áreas, precisa correr e começar a organizar a casa.
O novo modelo tributário aumenta drasticamente o nível de rastreabilidade e validação eletrônica das informações, erros que antes “passavam” tendem a aparecer muito mais rápido. E isso pode gerar impactos diretos no dia a dia da empresa: nota rejeitada, atraso no faturamento, problema na entrega, retrabalho operacional, perda de crédito tributário, divergência fiscal e pressão no fluxo de caixa.
A Reforma Tributária não é apenas sobre imposto, mas também é em uma questão operacional, tecnológica e estratégica (não é apenas contábil).
Outro ponto que poucas empresas perceberam é o risco da última hora.
Quanto mais próximo de agosto, maior tende a ser a corrida por:
suporte de ERP;
atualização sistêmica;
consultorias;
parametrizações fiscais;
validações técnicas.
E empresas que deixarem para ajustar tudo no limite provavelmente enfrentarão: implantação apressada, aumento de custo, falhas operacionais e risco fiscal desnecessário.
Agosto não será apenas uma mudança de layout fiscal. Será o primeiro grande teste da capacidade operacional das empresas brasileiras dentro do novo sistema tributário.
Juliana Pontes
Especialista em Gestão Empresarial e Financeira
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